Um marco na história da medicina da região Oeste
Escrito em: 25, Setembro , 2007 na Categoria Notícias. -
Comentários: 1
Imprimir
Equipe médica e paciente primeiro transplante renal do interior do Paraná
O ano era 1985 e entre toda a comunidade médica do Brasil o assunto era apenas um: transplante de órgãos. Um procedimento perigoso e pioneiro na época e que, quando realizado com sucesso, causava grande interesse da mídia e projeção a nível nacional. E foi em um sábado, no dia 14 de setembro que o Hospital Nossa Senhora da Salete realizou um feito inédito: o primeiro transplante de rins do interior do Paraná, tornando Cascavel a quarta cidade do Estado a realizar a cirurgia.
O desempregado José Salvador, 25 anos, residente em Capitão Leônidas Marques, que há três anos se submetia a duas três sessões de hemodiálise por semana, recebeu um dos rins do primo, Antônio Timóteo de Souza, 23 anos, em uma cirurgia que durou quatro horas e meia. “Foi muito difícil na época, pois a tecnologia existente era muito precária”, diz o urologista Milton Tanaka, que foi trazido de Londrina para montar a equipe médica. “Nos preparamos durante seis meses, através de treinamento da equipe e realização de testes em animais”, completa.A equipe médica chefiada pelo dr. Milton era composta ainda pela dra. Hi Kyung Ann (nefrologista), dr. Carlos Henrique Garcia Martins (nefrologista), dr. Univaldo Sagae (auxiliar), Dr. Tomaz Massayuki Tanaka (auxiliar) e dr. Valmir Pereira (anestesista), Sergio Rio Branco Nabuco Gouveia (anestesista), a instrumentadora Denise Galletto, enfermeira Neli e a auxiliar Denis Demarchi . De São Paulo, onde já tinham realizado transplantes, vieram os urologistas dr. Pedro Manzini, Hugo Hypólito e Cláudio Gorga. Participaram ainda o londrinense dr. Altair Mocelin (nefrologista), o dr. Osvaldo Pedroso Jr. (nefrologista), dr. Namir Cavalli e o dr. Ramão Beltrão Vauscher.
O primeiro transplante de rins aconteceu entre gêmeos em 1954, na Inglaterra. No Brasil, aconteceu em 1967, no Hospital das Clínicas, em São Paulo, pela equipe do dr. Geraldo de Campos Freire e do nefrologista dr. Emil Sabbaga. “Hoje, a maioria dos transplantes acontece por videolaparoscopia, no caso do doador, que é liberado em 36 horas”, diz dr. Milton. “Após o transplante, o receptor deve ser monitorado constantemente e tomar remédios para controlar a rejeição pelo resto da vida, mas isso é nada comparado à hemodiálise”, completa. A dra Ji Kyung Ann, nefrologista especialista, que veio de Londrina na época para participar da equipe do dr. Milton, lembra que até hoje a mesma equipe realiza os transplantes no Hospital Nossa Senhora da Salete. “Isso traz grande segurança e aumenta em muito as chances de sucesso da cirurgia, pois há 22 anos os mesmos médicos repetem o processo”, diz a médica.
Allan Brame Pinho, atual diretor do Hospital Salete, elogia a coragem dos administradores do hospital na época. “O dr. Jarbas Poli, já falecido, o dr. Sergio Bichat, dr. Julio Mizuta, dr. Julio Saruhashi e o dr. Ramão Vauscher foram responsáveis por um feito colocou seus nomes como pioneiros na história da medicina do Paraná e, porque não dizer, do Brasil”, enfatiza Allan. “É por causa de exemplos como esses que o Hospital Salete tem a obrigação de estar sempre um passo à frente em excelência médica no Estado. Por isso, estamos sempre investindo em nossos profissionais e inovando, através da aquisição de equipamentos de última geração e da nossa permanente ampliação da estrutura física”, finaliza.
- « Artigo anterior Encerramento da XII Sipat é prestigiado por colaboradores
- » Próximo artigo Primeiro transplante renal do interior do PR
Comentários
sou casada a 13 anos com uma pessoa que diabetica a 30 anos , descubriu a doença aos 10 anos , e a 2 meses esta fazendo hemadialis , estamos vendo o que demos que fazer para que ele veia a fazer o transplante renal e pancreas. gostaria de receber algumas informaçãos.
Escreva o comentário